Os emigrantes desprezados.

Publié le par FACE OBSCURA DA LEI

 Ao que me parece, nenhum Partido político apertou a mao estendida do

tao pródigo e "bondoso" nosso Primeiro-Ministro!.


É uma ofensa que, em hipótese alguma,

deveria ter sido feita quando temos

um PS, agora travestido de dialogante,

de extrema bondade e altos

propósitos patrióticos.


Sinceramente eu nao entendo como

é que se ousa bater o pé a este tão

"candente e metamorfoseado" Socrates.


A oposiçao lá sabe porque e, se

tudo correr mal, como me parece que

vai correr, as culpas serao destes partidos

tao moucos e tao insensíveis

que nao querem dar o seu contributo

à boa governaçao -


Na verdade este governo emerge de

uma eleiçao que em nada representa

a realidade do país.


Cerca de cinco milhoes de emigrantes

não votaram ou nao puderam votar

nos seus círculos eleitorais porque

foram simplesmente extintos.


Os numeros revelam que a abstençao

dos emigrantes chegou aos 85%,

num universo de cerca de 200 mil

inscritos e isto graças às diligencias

do PS e da sua maioria parlamentar

na última legislatura.


O argumento da pobre maioria do

PS de entao é que o voto presencial

“traria uma dignidade acrescida à Assembleia

da Republica, sendo um

processo mais dignificante e transparente”.


Na realidade nao era a questao da

“dignidade acrescida da Assembleia

da Republica” que preocupava o PS

mas sim acabar com os votos da diaspora,

em definitivo, pois estes demonstraram,

através dos tempos,

que nunca foram favoráveis a esta

força política.


Esta lei do PS, vetada por Cavaco Silva,

não deixava alternativas de voto

para os emigrantes que nao fosse o

voto presencial o que levaria a que

os Portugueses se afastassem, cada

vez mais, das eleiçoes e, consequentemente,

do proprio país, como de

facto está a acontecer!!!.


O fechamento vergonhoso e a venda

dos prédios onde os Consulados

portugueses estavam instalados, é

uma nodoa negra que ficará inscrita,

para sempre, na memória de milhares

de Emigrantes que se viram privados

de votar pois, em muitos casos,

para o poderem fazer,teriam que

percorrer distancias de 300 ou mais

quilómetros!.


Se considerarmos que de cerca de 5

milhões de Emigrantes apenas

25.472 votaram, isto deve-se ao desprezo

da governaçao em relaçao à

metade da populaçao portuguesa

que contribui - e de que maneira -

para o desenvolvimento do país.


Pouparam-se pouco mais de 4 milhoes

de euros (correspondentes a

10% das multas de transito, anualmente)

com o fechamento dos Consulados,

feito de qualquer maneira e

feitio.
 
Com estas medidas atrabiliárias,

o relacionamento dos Emigrantes

com a sua pátria de origem, e as

suas instituiçoes e órgãos de soberania

é tremendamente negativo! 

Mete em causa o discurso oficial que vive

a alardear que esses Portugueses fazem

parte integrante da Naçao portuguesa!!!.


É certo que parte deste desprezo

pela emigração resulta também dela

mesma. Com lideranças que se perpetuam

nos cargos e nas instituiçoes

dos países de acolhimento, muitas

das vezes, vivem afastados da própria

realidade e dos problemas que

afligem a diaspora.


Somente assim se entende que os

seus representantes na Assembleia

da Republica, com honrosas excepçoes,

sejam pessoas afectas às máquinas

partidárias, verdadeiras enguias

políticas, de péssima qualidade, que

nunca foram emigrantes mas que se

elegem e por aí desfilam como “arautos-

mudos”das reivindicaçoes nunca

feitas, da emigraçao.


Na verdade as idas ao estrangeiro,

sobretudo no dia 10 de Junho, de

inúmeras figuras públicas portuguesas,

com galas e fanfarras de toda a

ordem, incluindo o desbarato das

condecoraçoes, junto das Comunidades

portuguesas, não tem correspondência

real, depois,na promoçao

e integraçao destes Portugueses no

todo da nossa naçao.
Se ao invés das

Comunidades receberem estes representantes,

os expulsassem como devia de acontecer com estes

verdadeiros vendilhoes do templo, e mentirosos ,

talvez as coisas fossem diferentes!.


Os ex-Consulados de Portugal em

Versailles e o de Nogent-sur-Marne,

em França, adquiridos em 1971/

1972, por Marcelo Caetano (que ironia…)

fecharam, pelas maos do ingenheiro

Sócrates, socialista, 36 anos depois,

entre os muitos espalhados pelo

mundo afora.


Versailles foi vendido por um milhao,

setecentos e setenta e oito mil

euros,
 Este Governo  Portugues demonstra

um total desdém pela emigraçao...........



Nem sequer é capaz de transformar

os prédios em instituiçoes culturais

que servissem aos emigrantes.

Fernando Sérgio

Publié dans Boas vindas

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Antonio 14/12/2009 18:12


Compreendo que o Sr não seja socialista mas eu sendo emigrante na Suiça há 30 anos não me lembro tão pouco de nada de bom que os governos anteriores teham feito por nós...bem ao contrário. Se tem
conhecimento de algo de bom que tenha sido feito para nós emigrantes mande-me por mail. Cumprimentos e sorte no seu combate!


Helder Fráguas 01/11/2009 01:26


Li com atenção o texto, bem claro