Queixa contra o P.M

Publié le par FACE OBSCURA DA LEI

Estou  farto da corrupção e de uma justiça parcial,
por isso que recentemente constitui-me assistente no Caso Freeport, e jà entreguei na passada sexta feira, na PGR, uma queixa-crime contra José Sócrates.

Justifico os motivos que me levaram a tomar esta decisão:


Este processo passou para a esfera politica, havendo uma tentativa de impedir que o primeiro-ministro responda perante a justiça, isto apesar de haver claros indícios que apontam para o seu comprometimento em todo este processo.


Sustento na carta rogatória que as autoridades inglesas – o Serious Fraud Office, ou seja, o departamento britânico que investiga fraudes graves - enviaram ao DCIAP respeitante a informações de alegados encontros entre José Sócrates e os responsáveis do «Freeport»,


bem como das movimentações bancárias efectuadas pela empresa «Smith & Pedro» na altura em que o a construção do «outlet» obteve luz verde do governo português.


Segundo o SFO, vários cidadãos portugueses – e citou os nomes de José Sócrates, José Marques (na altura vice-presidente do Instituto de Conservação da Natureza), João Cabral (funcionário da «Smith & Pedro) e Manuel Pedro.


São considerados sob investigação por terem solicitado, recebido ou facilitado pagamentos de forma a fazer aprovar o «Freeport» numa altura em que o actual PM era Ministro do Ambiente e aprovou a alteração dos limites da Zona de Protecção especial ( ZPE) do estuário do Tejo, em Março de 2002, quando, na altura, já integrava um governo de gestão.


Segundo o SFO, esta alteração teria como principal objectivo permitir a construção do «outlet» em Alcochete, envolvendo contrapartidas de cerca de 4 milhões de euros.


  Diz a carta rogatória do SFO que é referida  na minha queixa, que « o primeiro e o segundo requerimento para a Avaliação de Impacto Ambiental foram reprovados pelo Ministério do Ambiente português no ano 2000. Charles Smith alegou, num interrogatório feito pela Polícia de Londres, que a Smith&Pedro foi abordada entre estes dois requerimentos para o pagamento de um suborno considerável de forma a assegurar a aprovação do projecto.
«No dia 17 de Janeiro de 2002, os representantes da Smith&Pedro e da Freeport reuniram-se com as entidades portuguesas, incluindo o ministro do Ambiente à época, José Sócrates, para discutir uma terceira apresentação da avaliação de impacto ambiental. Participaram nesta reunião Sean Collidge, Charles Smith, Gary Russel, Manuel Pedro, José Sócrates e outros funcionários públicos e municipais portugueses. Foram discutidas nesta reunião as dificuldades com a Avaliação de Impacto Ambiental apresentada».

E continuando a citar a carta rogatória inglesa,


«alegadamente, neste mesmo dia, o ministro do Ambiente, José Sócrates, reuniu depois com Sean Collidge, Charles Smith, Gary Russel e Manuel Pedro.Nesta outra reunião, José Sócrates terá alegadamente feito um pedido equivalente a um suborno para assegurar que a Avaliação de Impacto Ambiental fosse aprovada favoravelmente» Ainda segundo o SFO, alegadamente, ter-se-á chegado a um acordo no qual a Freeport faria, por intermédio de Smith&Pedro, pagamentos a terceiros relacionados com José Sócrates ».


Factos suspeitos os quais, no meu entender, são mais do que suficientes para justificar a queixa-crime que eu apresentei na PGR contra o primeiro ministro.


Relembro ainda o episódio protagonizado pelo tio de Sócrates, Júlio Monteiro, o qual, em entrevista à TVI, revelou que um conhecido escritório de advogados pediu os 4 milhões de euros para aprovar o processo, e que o sobrinho lhe teria solicitado uma reunião com as pessoas  interessadas no projecto.


Penso que José Sócrates tinha o dever de participar criminalmente esses factos de forma a pôr a nu os verdadeiros corruptos e corruptores.


Mas não o fez. Porquê?


Estou ainda muito intrigado pelo facto de, na minha condição de assistente no processo, não ter sido ainda notificado de qualquer decisão, até para actos normais respeitantes ao meu estatuto, como o de consultar o processo, assistir às inquirições e interrogatórios.


Ou seja, por outras palavras,


o MP está a impedir-me de intervir no processo em que sou assistente.


Isto não é normal e faz com que comece a pensar que, neste caso, os métodos seguidos são semelhantes ao que se passou no processo Casa Pia e outros igualmente mediáticos que envolvem pessoas com  poder político e até dentro da maçonaria.


É contra isto que me revolto, apenas peço que seja feita uma investigação imparcial e isenta e que os milhões de euros que os emigrantes enviam para Portugal não sejam desbaratados de forma impune e irresponsável em ‘elefantes brancos’,chamem-se eles Freeport, BPN ou BPP….

                                             

Realizo uma manifestação na próxima segunda-feira

em Paris.

 

A grave situação que Portugal atravessa em termos de compadrio e corrupção leva-me a ter de  movimentar a comunidade portuguesa em França e a organizar, na próxima segunda-feira, pelas nove da manhã, uma grande manifestação em frente ao Consulado de Portugal, em Paris, na Rua Georges Berger.


O  meu advogado:

Dr José Maria Martins, que me representa, será um dos presentes neste grande movimento de protesto que está a aglutinar centenas de emigrantes da capital da Luz.

 

Fernando Lopes


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FACE OBSCURA DA LEI 12/04/2009 01:27

Amigo anonimo, sua excelencia nao é um amigo meu, porque razao?
Eu sou amigo de toda agente, mas, quando os comportamentos de certos chicos espertos, corruptos, me prejudicam de uma maneira intencional, ai nao perdou, mas, nao guardo raiva a éssa gente incompetente.
Sua excelencia é mais um cobarde.
Tenha um pouco de coragem e mostre sua cara de palhaço, é mais um chico esperto que me atravessa no meu caminho, com o destino a vitoria.
Nunca vou desistir... ainda nao sabe?

anonimo 11/04/2009 14:12

maria fernanda seja lá quem for nem tudo tem fim,e em relaçao amigo fernando eu não sou teu amigo,desista porq infelismente vence o mais forte.e vc é um perdedor.

FACE OBSCURA DA LEI 11/04/2009 00:09

Amigo anonimo,
nao se preocupe que eu estou bem armado com paciencia.
Se eu nao fosse assim esses chicos espertos, usando a justiça publica e com mentiras deixavam-me na miséria, e metiam-me na prisao, mas agora que quebraram os dentes vao ter de pagar as consequencias do comportamento adoptado a meu encontro.....sao uns incompetentes.
Estes chicos espertos, nao podem continuar abusarem do poder e a lesaram os cidadaos.
Obrigado pelo seu comentàrio.

ANONIMO 10/04/2009 22:38

ESSE TIPO DE COISAS NÃO TEM FIM.